Cantora Iza no SPFW: “as meninas de cabelo crespo me inspiram”

ESTILO bateu um rápido papo com a carioca nos bastidores do primeiro dia de desfiles do São Paulo Fashion Week.

Iza marcou presença na Bienal do Ibirapuera, nesta segunda-feira (13), primeiro dia do SPFW N43, para participar de uma conversa sobre beleza. A cantora foi uma das convidadas do painel “Fast Beauty na Geração Selfie”, promovido pela Natura. Mas antes de subir ao palco montado pela marca, a carioca falou à ESTILO sobre militância, empoderamento e beleza. Confira:

Em entrevistas, você já contou que era a única negra na escola e seus coleguinhas a chamavam de “feia” por causa de seus cabelos e tom de pele. Hoje, você está no maior evento de moda do país falando sobre beleza. Como é isso para você?
É muito louco! Mas, ao mesmo tempo, muito importante. Estou feliz de estar aqui falando sobre uma coisa que sempre foi uma questão grande para mim – eu não me achava bonita. A infância é um período em que a gente está se formando como indivíduo, está formando opinião e caráter, então aquilo que os amiguinhos falam importa pra caramba. Hoje, eu sei que tudo o que eles me diziam vinha da falta de informação que tinham em casa. Hoje, poder informar e ser interessante para outras pessoas é um presente muito grande, é uma confirmação de que as coisas passam. E o amor próprio é o começo disso.

Você tem um papel bastante forte de militância. Como é ser uma referência para outras meninas negras?
É engraçado porque não foi uma coisa que eu planejei. Nunca pensei em ser “a militante do rolê”. Não têm muitas meninas falando sobre essas questões porque, hoje em dia, é fácil as pessoas te rotularem de “chata” quando, na verdade, a gente só está falando sobre coisas muito importantes. Então, eu me sinto muito corajosa de estar fazendo isso porque há muito a ser falado e feito. A mudança começa por nós.

Quem são as mulheres que te inspiram?
Todas as menininhas de cabelo crespo me inspiram. Há alguns dias, eu estava no shopping com uma amiga e comentei com ela que eu nunca tinha visto tantas meninas de cabelo crespo juntas. Se eu tivesse 12 anos hoje e visse tanta gente se aceitando, eu não pensaria que o meu cabelo era errado ou estranho. É muito importante levantar essa bandeira da aceitação própria, sendo negro ou não.

Você alisava o cabelo até os 21 anos (hoje, Iza tem 26 anos). Como aconteceu a transição para sua textura natural?
Eu comecei a achar várias meninas iguais a mim na internet e, a partir daí, a tentar descobrir quem eu realmente era. Eu alisava há tanto tempo que eu não sabia como era o meu cabelo natural! Foi aí que eu comecei a me tornar a pessoa que eu sou hoje. Eu entendi que eu alisava o cabelo não porque eu achava o liso bonito, mas porque eu achava o crespo feio. Aí, eu mesma passei a tesoura em casa e, no dia seguinte, coloquei as tranças. Hoje, o comprimento está, mais ou menos, na linha dos ombros.

Ainda sobre beleza, qual é seu maior truque?
Eu hidrato muito os fios porque quero que eles cresçam bem fortes. Adoro óleo de coco, uso inclusive no rosto! Minha pele é oleosa, então uso bem pouco e apenas antes de dormir.

No vídeo abaixo, a cantora fala mais um pouco sobre sua relação com o próprio cabelo. Play:

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